Fuga
Saudar a existência e pregar em tom severo de prepotência
Não é a solidão propulsora de dias monótonos
O tédio permanece como se floressência
Retomar catástrofes interiores
Navegar pelo abismo e voltar ao precipício
As flores não tem dias melhores
Criam ilusões desde o início
Clamar por inteligíveis extremos
Observação minimalista do mar
Outra palavra fracionada nos ecos
Inquilina quer despertar
Contradizendo a realidade
Amanhece ofuscada à desatar
Transparelucidar a raridade
Alteridade tentando harmonizar
Metamorfoseada entre senso e sensação
Sol lá me sinto maior
Condenada a fugir para posterior repartição
Devendo ao devir
Parto-me, museu
Mas meu eu
A noite, não o dia, ar.